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O papel do Designer Gráfico

O papel do Designer Gráfico

Você é uma daquelas pessoas que acham que a vida do Designer Gráfico é fácil, pois é só sentar em frente ao computador e deixar a imaginação rolar?

Se a resposta for sim, eu compreendo, pois até alguns dos meus melhores amigos dizem que minha vida é fácil, que não me canso e nem me estresso.
De certo modo até pode existir alguma razão, mas posso dizer que não é tão fácil assim. O Designer Gráfico tem uma vida dura!

O trabalho começa na chegada do briefing, onde o designer pensa: “Como resumir tudo isso numa frase, num conceito?” “Como tirar um norte a ser seguido por todo o projeto?”

Dar significado a peças gráficas é algo sério, pois é preciso saber o que usar num mundo de ferramentas. Na criação de um logotipo ou logomarca, uma empresa poderá comunicar muito ou simplesmente nada, já no conceito estético, saber usar cores, formas, alinhamento e imagens podem dar valores reais a uma marca, produto ou serviço.

Lógico que tudo tem suas medidas e pesos certos.
“Conceito demais é prejudicial!”

De que adianta usar uma enormidade de ferramentas e talentos na formação de uma propaganda e ela não ser comunicativa, funcional e útil? O ideal é ser moderado no conceito, a não ser que o designer queira pendurar suas idéias na parede de um museu como uma obra de arte. Precisamos pensar muito no mercado e nas pessoas dentro dele. Por esse motivo um bom designer precisa estar no cotidiano das pessoas, comunicando e vendendo sem ser notado.

É desafiador, pois cada projeto tem suas particularidades, é preciso ser original, cada cliente tem um gosto e todos sabem que “gosto é gosto, não se discute”, o designer estuda o briefing, cria o conceito e quando o apresenta, o cliente quer mudar tudo. Nesse caso em especial, respirar fundo e contar até cem, tem sido de grande ajuda pra mim. (risos)

Em resumo, Miami ad School/ESPM definiu bem o papel do Designer Gráfico dizendo: Este é o profissional que recebe informações complexas e simplifica-as para que simples mortais possam entender. Transforma o caos em entendimento e que acima de tudo, faz com que a vida se torne mais simples e menos confusa, colocando beleza em tudo.

Então, continua achando que é mole a vida do Designer Grafico?

  1. Concordo que tudo deve ser usado conforme a receita do bolo, uma pitadinha a mais de algum ingrediente pode desandar a receita.
    Gostaria de salientar apenas um detalhe, pois além de comunicar para as pessoas que receberão essas informações é necessário comunicar ao cliente, que na sua maioria das vezes é pouco flexível a idéias que sejam contrárias a dele. Portanto é muito importante ouvir, conhecer e porque não desvendar o cliente e o que ele deseja passar.

  2. Realmente um trabalho de alto valor agregado e que precisa ter seu valor reconhecido. abs e parabéns pelo post.

  3. O design tem várias vertentes, da mais comercial, amplamente utilizada na propaganda, as extremamente experimentais, bem próximas das artes, dos museus e afins. Todas elas requerem esforços titânicos para serem bem realizadas, e todas, na grande maioria das vezes, são interpretadas como pura clarividência, ou seja, é difícil serem encaradas como um trabalho duro e, muitas vezes penoso. Entre arte e comunicação, está o design como um tradutor de ideias e ideais, com apelo estético e usual. Um ferramenta que requer esforço para ser dominada, assim como um tesoura ou um bisturi, pena que não tão respeitada como essas outras. Parabéns pelo post que em faz lembrar discussões intermináveis como meu pai que sempre diz “Você quer ser artista, ficar desenhando, isso não enxe barriga”. Apesar de comiga o texto dele reflete um pouco como design é encarado na sociedade.

    Abs

  4. Josué Brazil says:

    Bom texto! Concordo integralmente que muitas vezes as pessoas têm uma visão distorcida da atividade de design gráfico. Muito associam isso a um trabalho meramente artístico e, por consequência, desatrelado de utilidade, funcionalidade e busca de resultados.
    E isso não é, em absoluto, verdade.

  5. Luis Carlos Braz says:

    Olá, Tudo bem? Parabens pelo post!
    Concordo em número, gênero e criatividade, com o Josué Brazil. Eu tinha uma imagens bem distorcida de um Designer Gráfico, pensava que era aquela pessoa que só finalizava o processo. Mas hoje vejo que é muito importante esse profissional, não só pelo manuseio das ferramentas, mas pelo esforço em transformar muita informações em uma simples mensagem, seja ela textual ou visual.

    Parabens!

  6. Mattews Marx says:

    …Parabéns Tato, mandando cada vez melhor!
    Eu sempre disse, você é muito talentoso! …

  7. Post muito interessante!
    Realmente não deve ser fácil não, passou da hora das pessoas começarem a dar mais valor a essa profissão.
    Parabéns!

    Dá uma passada no nosso blog também!Tem bastante conteúdo bacana sobre Marketing Digital!
    http://tudosobremarketingdigital.wordpress.com/

    Abraços,

    Equipe Media Factory

  8. Lucimara Rett says:

    Pois é…gostei do “conceito demais é prejudicial” e também acho interessante a prática da observação, a fim de se criar coisas pertinentes com a realidade de cada mercado, suas particularidades e especificidades.
    Parabéns pelo post.
    Sucesso!
    Lucimara

  9. Bruno Sapienza says:

    Parabéns ao Tato pelo texto oportuno e ao Lucaz Mathias pelo comentário que traduz a realidade. O que eu gostaria de deixar aqui é que todo mundo dá seus “rabiscos”, tem suas cores preferidas e por isso mesmo é que surgem os tais “sobrinhos” para fazer um logo por 50 reais no córeu dráu ou o cliente que bate forte o pé querendo rosa pink com laranja, porque ele “entende” um pouco. Sou designer e acho que não somos entendidos, muito menos devidamente valorizados. Vida dura essa nossa… mas apesar de tudo, eu pelo menos amo tudo isso.

  10. Dani Barbosa says:

    Bacana o post Tato. Concordo com vc em muitas coisas do que disse, só que acredito não ser uma questão do conceito ser moderado, mas sim com foco, pois a partir do momento que existe um briefing bem feito (com um objetivo bem acertado) o conceito tem que rolar na cabeça do criativo de modo a conseguir mais que prender atenção e imprecionar o receptor, mas sim atingir por meio da criatividade atender o objetivo diagnosticado no briefing.

    Bom, minha área não é design, mas como nessa vida a gente tem q estudar de tudo um pouquinho, acredito que quando vc diz moderado, quer dizer sem muitas firulas, as vezes menos é mais!
    Por outro lado acredito que quando a questão é visual o que pega é estudar os itens que vão compor um peça como cores e icones, de modo que estes consigam por si só passar determinada mensagem ou sensação e estimulo ao receptor, como no conhecido estudo de case do McDonalds.

    Parabéns e abçs!

  11. É, num é brinquedo não nossa vida! O pior é discriminação que sofremos hahaha!!
    Acham que é como ir numa lan house sem precisar pagar, mas a coisa é bem mais chata xD
    Maaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaassss

    ADORO MINHA PROFISSÃO e como todo Designer… somos apaixonados pelo que fazemos!

    Abraços

  12. Ricardo Braz says:

    Fala Tato!

    É verdade. Vida de designer não é fácil. E como comentado no post, o grande “atalho” é a qualidade do briefing, que vem do pessoal do atendimento.

    Acredito que a dupla atendimento+criação deve ser tão forte quanto a redação+criação. É o designer que, muitas vezes, garante a reta-guarda do atendimento.

    Grande abraço!

    Ricardo Braz
    ZERO12 Propaganda e Marketing

  13. Claudia Muniz says:

    Li esse texto e o achei muito interessante, penso que quem imagina que trabalho honrado seja fácil, é quem não tem nada pra fazer, expressar nossos talentos não é algo fácil não! Em todos os setores se o cabloco não tem talento, pobre! Estará fadado a não seguir em frente, e para o trabalho de design o talento tem que estar à flor da pele. Tato, vc tem talento até para se expressar! Parabéns e mto sucesso!

  14. de x em quando rola umas chatices mas nada que não tire de letra, nem sempre fazemos coisas legais inspiradoras, quase nunca dormimos rsrsrsr
    penso em design, fotografia o dia todo. a cabeça nunca para e a paixão pelo design só aumenta!